segunda-feira, 29 de junho de 2015

Nestas férias cuide do seu interior...#Dia 13

E DEUS FEZ UM JARDIM...
"Samuel ia crescendo e o Senhor estava com ele..."
I Samuel 3:19
 
Desde muito pequena, a criança desenvolve o auto conceito – conjunto de valores e crenças, conscientes ou acessíveis à consciência, assim como atitudes e opiniões que a ela tem de si mesmo na sua inter-relação com os outros, com o mundo e com tudo o que a mente pode alcançar – baseado na relação com os outros.  

Ao auto conceito estão ligadas as emoções – das quais fazem parte sentimentos como a afectividade, a gratidão, a angústia, a culpa, a compaixão, além de outras. Estes são desenvolvidos no seio da família.

Sabe que quando Deus criou os primeiros humanos, colocou-os num jardim. Poderia tê-los deixado no deserto, numa selva, num lugar rochoso e inóspito, mas não. Colocou-os num jardim. Porquê? Porque um jardim é um lugar de ordem e de cuidado. Num jardim as plantas e árvores são podadas, fertilizadas, limpas e muitas vezes encostadas a outros vimes para poderem crescer direitas e lindas. Um jardim é um lugar de trabalho contínuo. Tem que haver rega, limpeza, ambiente certo para cada qualidade de vegetação.

Pois a família deveria ser isso mesmo – um jardim. A auto-estima de uma criança é fruto de um trabalho de jardineiro, isto é, muito cuidado, rega correcta, ambiente certo. Há dias em que as folhas mortas ou inúteis têm que ser tiradas e há dias em que é necessário encostar a pequena flor ou planta a algo mais forte, para que cresça direita, sem defeitos.

Disse que o jardim é um lugar de trabalho contínuo. O mesmo se diz da família. Trabalho sem interrupção. Dedicação completa e atenção cuidada, para as pequenas alterações que podem ser vistas nas plantas maravilhosas que Deus colocou na nossa casa. Nenhuma lágrima, nenhum amuo, nenhuma resposta menos correcta, podem ou devem ser deixadas como se de nada valessem. Tudo tem uma razão e os pais, quais jardineiros, têm de conhecer o motivo, para que os filhos cresçam conscientes de quem são e como são, sem medos, sem complexos, aceitando-se a si e aos outros.

A ideia de Deus para o mundo é e será sempre, a de um jardim. Infelizmente, o homem tem-no devastado, transformado, desertificado, empobrecido e cortado tantas coisas importantes, algumas delas já em vias de extinção.

Não faça isso com o seu jardim! Cuide bem para que cada uma das suas plantinhas cresça saudável e com uma consciência normal de si mesma, dos outros e de um Deus que planeou tudo tão perfeito, para que ninguém vivesse sozinho, nem crescesse sem ajuda.

Faça o seu filho entender o seu valor através do conhecimento de que Deus o criou com um propósito, o ama tal como é e deseja para ele o melhor – tal como você.

Texto da autoria de Sarah Catarino retirado do programa de rádio Mulheres de Esperança (Projecto Ana) produzido pela Rádio Transmundial de Portugal.

Nestas férias cuide do seu interior...#Dia 12


QUANDO A BALANÇA É UMA OBSESSÃO - ANOREXIA
"Hei-de purificá-los dos pecados que cometeram contra mim, e hei-de perdoar-lhes a sua rebelião." - Jeremias 33:8
 
Há uns anos atrás, encontrei-me com uma rapariga que sofria de anorexia. Fizera já várias tentativas para livrar-se do problema, algumas com resultado, mas voltava à mesma situação passado algum tempo. Na ocasião em que a conheci, não notei muito a sua magreza, mas um coisa nunca esquecerei - o seu olhar. Era como se de repente a palavra desespero se materializasse naqueles olhos azuis.

Sentei-me junto dela e ouvi a sua história. Por entre lágrimas, contou-me o seu percurso, a sua dor, o vazio que a invadia sempre que a levavam para o hospital e, por fim, o facto de não conseguir perdoar-se a si mesma pela sua autodestruição.

Quando alguém entra numa rota tão destrutiva como esta, mesmo depois de clinicamente curada, continuará a experimentar muita dor e o mesmo sentimento que invadia essa moça com quem falei – falta de perdão pelo que fez. 

Li uma lenda interessante de um padre que, numa cidade do interior dos Estados Unidos, cometera um pecado grave na sua juventude e que, apesar de ter pedido perdão a Deus, passou a vida inteira a carregar o peso desse pecado. Não tinha a certeza se Deus o perdoara.

Um dia ouviu falar de uma senhora idosa que, segundo as histórias que se contavam, tinha visões e conversava com Deus. O padre encheu-se de coragem e foi visitá-la. Ela convidou-o a entrar, ofereceu-lhe uma chávena de chá e quando a visita estava a terminar, fitando a senhora, o padre perguntou: “É verdade que a senhora costuma ter visões e que conversa com Deus?” “Sim”, disse a senhora, “é verdade”.

“Então, da próxima vez que a senhora falar com Deus podia fazer-Lhe uma pergunta?” A senhora ficou muito admirada com o pedido, mas quis saber qual era a questão que o padre desejava que ela colocasse a Deus.

“A senhora não se importa de perguntar a Deus qual foi o pecado que este padre cometeu quando era jovem?” Passadas algumas semanas o padre voltou a visitar a senhora. “Então teve alguma visão recentemente? E falou com Deus?” perguntou ele. “Sim”, disse a senhora.

“E perguntou a Deus qual foi o pecado que eu cometi quando era jovem? Ele respondeu?” “Sim”, disse a mulher. “Ele disse-me que não se lembra!”

É isso mesmo. Deus não apenas perdoa os nossos pecados como os esquece. Contei isto àquela mulher jovem com quem falei. Disse-lhe que o seu comportamento, o mal que causara ao seu corpo, à sua saúde e a preocupação que trouxera à sua família estavam não apenas perdoados, mas esquecidos por Deus!

Aquela reunião continuou no dia seguinte. Estava curiosa por ver a jovem com quem falara. Quando ela entrou, a diferença era enorme. Os seus olhos não tinham mais desespero, mas luz, o seu rosto, apesar de magro, tinha a cor de uma beleza a desabrochar e o mais belo ocorreu quando ela pediu licença para ir à frente cantar. Há muitos anos que não cantava, perdera a força, mas naquele dia a sua linda voz de soprano subiu ao céu num louvor maravilhoso de gratidão a Deus pelo Seu perdão e pelo Seu esquecimento.

Querida amiga, qualquer que seja a dependência em que se afundou, saiba que Deus é poderoso para curá-la, perdoá-la e esquecer todo o seu pecado e todos os seus comportamentos errados.

A Palavra de Deus diz que “assim com o oriente está longe do ocidente, assim Deus afasta de nós as nossas transgressões “. A distância entre o oriente e o ocidente é bastante razoável, não? Deus esquece o nosso pecado, quando nos voltamos para Ele e,  através de Jesus Cristo, pedimos o Seu perdão. Depois... podemos cantar outra vez!
 

Texto da autoria de Sarah Catarino retirado do programa de rádio Mulheres de Esperança (Projecto Ana) produzido pela Rádio Transmundial de Portugal.

domingo, 28 de junho de 2015

Nestas férias cuide do seu interior...#Dia 11

O PAPEL SUPERIOR DA MULHER
"Lembro-me bem da tua fé sem fingimento, como a que tiveram ante de ti a tua avó Loide e a tua mãe Eunice;" - II Timóteo 1:5

Ao realizar uma pesquisa encontrei um artigo de uma psicóloga, Maria de Fátima Oliveira, onde afirmava queo nascimento da vida psíquica num bebé começa na relação que é estabelecida com a mãe.” 

Essa relação é fundamental para o desenvolvimento afectivo, social e até físico da criança. Na realidade o rosto da mãe é o primeiro a surgir no espaço visual de uma criança. Por causa da vida agitada e activa das mulheres no mercado do trabalho, são obrigadas a deixar esses seres pequenos e indefesos entregues aos cuidados de outras pessoas. O vínculo afectivo que se estabeleceu durante alguns meses parece que se quebra quando a mãe leva o seu pequeno para a creche ou infantário pela primeira vez.

Acredito que há instituições onde as funcionárias que prestam serviço às crianças, fazem-no não apenas como meio de ganhar o seu sustento mas como um sacerdócio maternal no lugar de alguém que não pode cumpri-lo. Infelizmente, porém, há muitos lugares onde as crianças não são vistas como seres totais, mas como objectos que precisam ser limpos, lavados e alimentados. E sejamos realistas: por melhor programa que o infantário ou a creche desenvolva, nunca poderá resolver todos os problemas da criança pois para isso ele precisa imprescindívelmente da mãe.

O que me apoquenta a mim, que fui mãe há muito tempo e que já tive netas em infantários, não é propriamente o facto da criança ser deixada durante longas horas, longe do seu ambiente familiar e doméstico. O que me perturba é que há mães que encaram o infantário como um alívio na sua tarefa maternal, um descaso no seu papel de educadoras. 

Já estive sentada na entrada de um infantário durante o período em que as mães vão buscar os filhos e fiquei impressionada diante do que vi: o menino era pegado sem um beijo, sem uma palavra de carinho, sem braços à volta do seu corpinho sedento de amor, enfim, sem mimo. Pobre mãe! Vem tão cansada do trabalho, tão stressada com o que se passou no emprego onde presta serviço, que nem repara nos olhos do seu filho que lhe pedem atenção e afecto!

Deus criou-nos com um ventre para nele abrigarmos a semente que se transformará num homem, mas deu-nos muito perto desse ventre um coração que deve bater com o cuidado que é transmitido pelas conversas, pelos beijos e carinhos. Ser mãe não é apenas dar à luz - ser mãe é estar lá para eles. Talvez não seja mau que as mães façam um balanço do que é mais importante: os filhos ou as coisas que podemos ter através de um salário que, no final, nem resolve muita coisa?

Não sou contra o trabalho das mulheres. Nada disso! Sou contra o trabalho que impede as mulheres de cumprirem a tarefa mais bela para a qual Deus as criou – trazer ao mundo outras vidas, que O glorifiquem por aquilo que são.

Se foram obrigadas a tomar a decisão de trabalhar e entregar os filhos ao cuidado de terceiros, que tomem também a decisão de não se ausentarem completamente da tarefa de os ensinar,  educar e transmitir os valores fundamentais da vida humana e de uma sociedade saudável e de bem.

A Bíblia fala de um jovem chamado Timóteo, possuidor de uma fé genuína, que lhe foi transmitida pela avó e pela mãe. Há coisas que um infantário nunca poderá fazer, por mais técnica e melhores programas que possua. A fé é uma delas. Você, mãe, que é crente em Deus, que conhece Deus, que sabe e experimenta a presença de Deus na sua vida, não se esqueça que é fundamental que a sua fé seja transmitida pelo exemplo e pelo ensino ao pequenino ser que ama tanto e que lhe foi confiado apenas por algum tempo...(não esqueça que crescem muito depressa). E depois?

Apesar do cansaço e da luta diária, nunca deite o seu filho sem dizer-lhe o quanto  o ama e quanto Deus também o ama! Garanto-lhe que os resultados são estupendos!

Texto da autoria de Sarah Catarino retirado do programa de rádio Mulheres de Esperança (Projecto Ana) produzido pela Rádio Transmundial de Portugal.

sábado, 27 de junho de 2015

Nestas férias cuide do seu interior...#Dia 10


AMIGOS PARA SEMPRE
"Vai em paz, porque o juramento que fizemos um ao outro foi em nome do Senhor; e o Senhor é nossa testemunha para sempre" - I Samuel 20:42

É interessante ouvir uma conversa entre amigos. A amizade é um conceito muito belo. Ela é feita de companheirismo, cumplicidade, lealdade, disponibilidade e muitas vezes, sacrifício.

A Bíblia, a Palavra de Deus, diz que a “pessoa que tem muitos amigos, pode dar-se por feliz, mas há um amigo mais chegado que um irmão”. Essa pessoa tão chegada, só pode ser Deus. Mais chegado que um amigo e mais chegado que um irmão. Sim, porque os amigos podem distanciar-se e os irmãos deixar o nosso convívio, mas Ele, o Senhor, nunca nos deixa.

Nesta meditação, gostava de vos contar a história de dois amigos muito especiais, descrita na Bíblia. Um dos rapazes era o príncipe herdeiro ao trono de Israel. Chamava-se Jónatas, enquanto o outro era David, um jovem pastor de ovelhas, com algum talento para poeta e músico. Conheceram-se por causa de guerras e escaramuças no território de Israel. Tornaram-se amigos. David, embora não tivesse sido treinado como soldado, possuía bravura, destreza e muita coragem. À medida que o tempo foi passando, no palácio do rei de Israel, começou a haver algum desconforto. O rei não estava bem, não procedia correctamente, desobedecia àquilo que sabia ser a vontade de Deus e, acima de tudo, tinha inveja de David. Apercebera-se já que Deus tinha um grande futuro para aquele jovem e isso, roía-o de ciúme. 
 
Longe de toda essa inveja, Jónatas e David construíam a sua amizade, passo a passo. Imagino-os dando longos passeios a cavalo, pelos campos, correndo atrás da caça, sentando-se na relva verde e adivinhando as várias espécies de pássaros pelo seu cantar. Vejo-os sentados num muro, à luz das estrelas, confidenciando os sonhos de homens jovens e belos. Vejo David a dedilhar a sua harpa e a cantar salmos a Deus, enquanto Jónatas pensa, pensa muito no seu futuro e na sua nação. E um dia, David conta-lhe que o profeta o ungira para ser o próximo rei de Israel. Deveria ser Jónatas, na linha de sucessão, mas Deus tinha outros planos em mente.

Num gesto de profundo desprendimento e humildade, Jónatas teve um gesto que só uma amizade absoluta poderia produzir: despiu a sua capa de príncipe (o sinal da sua estirpe), a sua armadura (o sinal da sua protecção), a sua espada e o seu arco (o sinal da sua autoridade militar) e o seu cinto (o sinal da sua vulnerabilidade) e deu tudo a David. Algum tempo depois, numa conversa ainda mais séria, Jónatas pede a David que prometa que um dia, ao ser rei, protegerá a sua descendência.

A amizade destes dois termina no dia em que Jónatas morre na batalha. David fica com o seu coração despedaçado de desgosto. 

Um dia, já rei, David recorda o seu grande amigo, lembra-se da sua promessa e manda procurar algum descendente de Jónatas, para lhe fazer bem em memória de uma tão grande amizade.

Às vezes, quando leio esta história, penso para comigo: "Já não há amizades destas". 

Mas não é verdade: ainda há pessoas que, sem olharem ou pensarem em si mesmas, são capazes de dar tudo o que têm de mais precioso, para que aos seus amigos nada lhes falte.

Esta história de amizade leva-me a uma outra. À de um jovem chamado Jesus. Ele disse que não é estranho que um amigo dê a sua vida pelo seu amigo, mas pelos seus inimigos está fora de questão. Mas Ele, Jesus, fez isso por nós, quando éramos ainda Seus inimigos. 

Por causa deste amor, ainda hoje, podemos contar com Ele em qualquer momento da nossa vida. Mesmo que os outros falhem, mesmo que as pessoas que mais amamos se afastem, Ele nunca vai deixar-nos. Fica mais junto que um irmão, mais perto que o melhor dos melhores amigos.

Que consolo saber isto! Que consolo ter a certeza que a Sua amizade é para sempre, que doçura sentir a Sua presença nos momentos de maior necessidade da nossa vida! 

Saiba que o Senhor Jesus, ainda hoje, quer tornar-se o seu melhor amigo. Abra-Lhe o seu coração, convidando-o a entrar na sua vida e deixe que Ele lhe proporcione tudo o que um amigo de verdade pode dar: fidelidade, companhia, alegria, consolo e riso. Não me enganei - Jesus pode dar riso à sua vida! Experimente a Sua presença. É muito mais do que eu consigo explicar. Muito mais!
 
 
Texto da autoria de Sarah Catarino retirado do programa de rádio Mulheres de Esperança (Projecto Ana) produzido pela Rádio Transmundial de Portugal.